quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

História de Carnaval

Que tal uma história diferente hoje? Algo sobre múmias e escorpiões, talvez. Ou quem sabe um conto de Carnaval. Então vai. Era terça-feira de Carnaval e ela tinha um baile pra ir à noite. Tinha um moço quem ia levá-la ao baile. Tinha uma fantasia belíssima de fada, com varinha e chapéu. Tinha um telefone celular cor-de-rosa com brilhinhos que imitavam diamantes. Tinha um relógio falsificado com pulseira imitando couro branco. Tinha belos cabelos escuros e lisos, cheios de brilhos para o baile. O baile. Estava chegando a hora. O rapaz já havia telefonado e chegaria em breve. Ela esperava aflita. Cinco minutos. Foi para a porta. Rapaz pontual, beijinho no rosto. Tchau mamãe. Tchau dona, voltamos antes das duas. Entra no carro. Passam pela frente do baile. Ele acelera. Ela grita. Corta todos os sinais fechados. Sai da cidade. Entra no mato. Agora sim ela tem motivo para ficar aflita. Branca, chora de medo. O carro pára. Ele sai do carro manda ela sair também. Aponta uma arma para sua cabeça. Entrega a ela uma pá. Cave! Ela obedece. Com a cova feita ele atira. Cobre com terra. Entra no carro. Some no mundo.

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